Introdução ao SONET SDH
Até os anos 60, os sistemas de transmissão existentes eram apenas os analógicos. Primeiramente as conexões entre os sistemas de comunicações dava-se através de linhas físicas metálicas dedicadas, ou seja, cada linha conectava apenas um juntor de central ou apenas um sistema simples de transmissão. Após esta fase, os sistemas começaram a ser otimizados através de técnicas de Multiplexação por Divisão de Freqüência, o sistema FDM, sendo que este sistema foi utilizado tanto em linhas físicas como em radioenlaces analógicos. Apesar do aumento da capacidade com a técnica FDM, os sistemas ainda apresentavam as dificuldades relativas à situação de transmissão analógica, onde o ruído sempre está presente.
No início dos anos 70, começaram a surgir os sistemas digitais, que melhoraram a qualidade dos sistemas de transmissão, além de aumentar sua capacidade. O sistema digital que foi utilizado é a Modulação por Código de Pulso, o PCM, que até hoje é empregado. O PCM digitaliza formas de onda analógica, como a voz humana, em seqüência de bits a 64kbps.
A seguir surgiu a multiplexação por divisão de tempo, o TDM, que combinava canais de 64kbps do sinal PCM com informações de controle e sinalização, o que aumentou ainda mais a capacidade de transmissão dos sistemas digitais. Com o aumento dos níveis de tráfego nas redes de comunicação, especialmente de trafego oriundo de telefonia, foram ampliando-se as taxas de transmissão, e assim surgindo níveis de multiplexação que foram padronizados. Criou-se então a Hierarquia Digital Plesiócrona, com sigla PDH, que normatizou as hierarquias de multiplexação em taxas definidas, taxas estas que foram crescendo na medida da necessidade.
Os fabricantes americanos iniciaram as primeiras pesquisas em 1984 que permitisse uma padronização de taxas para estabelecimento de comunicação entre os diferentes fabricantes de equipamentos. Dois comites foram criados que acabarma publicando, em 1985, a proposta do Bellcore: o Sinchronous Optical Network (SONeT). Os documentos padronizavam a interface óptica, o formato do quadro de transmissão e as velocidades de cada sinal.
Já os trabalhos para padronização da Hierarquia Digital Sincrona tiveram inicio no XVIII Grupo de Estudo do CCITT (atual ITU-T), em 1986. O objetivo desse estudo era criar um padrão mundial para os sistemas de transmissão sincrona que proporcionasse aos operadores de rede uma rede mais flexivel e econômica. Em novembro 1988 foram aprovados as primeiras recomendações de SDH. Essas definem as taxas de transmissão, o formato do sinal, as estruturas de multiplexação e o mapeamento de tributários para a interface nodal da rede (NNI-network Node Interface). A NNI é um conjunto de padronização necessárias dos elementos de rede do SDH.
O SDH agrega a necessidade de maiores taxas de bits à uma padronização mundial dos sistemas de transmissão. O ainda confere aos meios de transmissão possibilidades de gerenciamento das redes de forma muito eficiente, o que não ocorria no SDHPDH. O sistema SDH ainda possibilita uma maior segurança dos meios físicos, pois facilita a implementação de anéis.
Assim, nas próximas seções descreveremos o sistema SDH, mostrando seu funcionamento, capacidade de gerenciamento e vantagens.